REPOSITORIO PUCSP Teses e Dissertações dos Programas de Pós-Graduação da PUC-SP Programa de Pós-Graduação em História
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Campo DCValorIdioma
dc.creatorRamos, Antonio Martins-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/8993938358100226pt_BR
dc.contributor.advisor1Torres-Londoño, Fernando-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/0707506010946254pt_BR
dc.date.accessioned2022-02-22T15:41:57Z-
dc.date.available2022-02-22T15:41:57Z-
dc.date.issued2021-09-24-
dc.identifier.citationRamos, Antonio Martins. As almas do gentio da terra: a escravidão indígena em São Paulo na instituição do sistema da Administração. 2021. Tese (Doutorado em História) - Programa de Estudos Pós-Graduados em História da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2021.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/24701-
dc.description.resumoO objeto desta pesquisa é a forma do escravismo indígena tal como foi praticada em São Paulo colonial, durante o processo de estabelecimento do sistema social e jurídico denominado Administração. A proibição legal da escravidão, seus limites éticos, morais e religiosos, não impediam a exploração do trabalho, o cativeiro e a posse dos indivíduos. Esta condição jurídica da liberdade indígena instituía uma situação social específica e contraditória para os índios e insatisfatória para colonos e missionários. As indefinições legais da exploração indígena pressionavam os governos locais e as câmaras municipais, de forma que ao longo do século XVII os conflitos foram se intensificando, levando a Coroa portuguesa a estabelecer a instituição legal da Administração, com base nas práticas tradicionais e cotidianas. Estas se baseavam no modelo dos Aldeamentos enquanto centros de estabelecimento e requisições de índios, e no caso específico de São Paulo, pela intensidade e frequência das expedições de apresamento que extrapolavam as regras dos resgates, atacando as missões jesuítas. As violências cometidas contra os índios eram consideradas como abusos, mas sua coibição pelas autoridades nunca ocorreu de forma efetiva. Aos índios, restavam a resistência, a submissão, ou a adaptação. No entanto, não atuaram de forma passiva, mesmo nas situações de silenciamento e genocídio. Através da preservação das culturas, da relação entre a cosmogonia ancestral e o cristianismo católico em processos de resistência adaptativa, encontravam formas de se inserir na sociedade colonial, embora sempre na condição de subalternos. Pela natureza desta realidade cotidiana e pelas evidências nas fontes históricas, consideramos que o sistema da Administração praticado em São Paulo serviu como dissimulação da liberdade legal dos índios, e se constituiu num modelo consolidado e efetivo de escravismopt_BR
dc.description.abstractThe object of this research is the form of indigenous slavery as it was practiced in colonial São Paulo, during the process of establishing the social and legal system called Administração. The legal prohibition of slavery, its ethical, moral and religious limits, did not prevent the exploitation of labor, captivity and the possession of individuals. This legal condition of indigenous freedom created a specific and contradictory social situation for the Indians and unsatisfactory for colonists and missionaries. The legal uncertainties of indigenous exploitation put pressure on local governments and city councils, so that throughout the 17th century, conflicts intensified, leading the Portuguese crown to establish the legal institution of the Administração, based on traditional and daily practices. These were based on the model of aldeamentos as centers of establishment and requisition of Indians, and in the specific case of São Paulo, due to the intensity and frequency of boarding expeditions that went beyond the rules of the resgates, attacking the Jesuit missions. The violence committed against the Indians was considered abuses, but their restraint by the authorities never occurred effectively. The Indians were left with resistance, submission, or adaptation. However, they did not act passively, even in situations of silencing and genocide. Through the preservation of cultures, the relationship between ancestral cosmogony and Catholic Christianity in processes of adaptive resistance, they found ways to insert themselves in colonial society, although always in the condition of subordinates. Due to the nature of this everyday reality and the evidence in historical sources, we believe that the Administração system practiced in São Paulo served as a cover for the legal freedom of the Indians, and constituted a consolidated and effective model of slaveryen_US
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherPontifícia Universidade Católica de São Paulopt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Ciências Sociaispt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsPUC-SPpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Estudos Pós-Graduados em Históriapt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectAdministraçãopt_BR
dc.subjectaldeamentospt_BR
dc.subjectexpedições bandeirantespt_BR
dc.subjectresistência adaptativapt_BR
dc.subjectAdministraçãoen_US
dc.subjectaldeamentosen_US
dc.subjectbandeirantes expeditionsen_US
dc.subjectadaptative resistanceen_US
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::HISTORIApt_BR
dc.titleAs almas do gentio da terra: a escravidão indígena em São Paulo na instituição do sistema da Administraçãopt_BR
dc.title.alternativeThe souls of land’s gentile: Indigenous slavery in São Paulo at the institution of the Administração systemen_US
dc.typeTesept_BR
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