REPOSITORIO PUCSP Teses e Dissertações dos Programas de Pós-Graduação da PUC-SP Programa de Pós-Graduação em Psicologia: Psicologia Clínica
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Tipo: Tese
Título: Cartas a psicanalistas persistentes
Título(s) alternativo(s): Letters to persistent psychoanalysts
Autor(es): Hampariam, Carol Godoi
Primeiro Orientador: Mezan, Renato
Resumo: O presente trabalho visa investigar as motivações que mantêm um psicanalista atuando como tal, mesmo depois de conhecer as dificuldades e desafios desse ofício. Isso porque o psicanalisar não se apóia apenas na quantidade de livros que leu, na frequência da análise pessoal e dos congressos ou grupos de estudos dos quais o terapeuta participou, mas também no contínuo exercício de escutar as amarras do inconsciente, e no aprender com as armadilhas transferenciais. E por que se manter por anos atuando nesse oficio tão exigente e singular? Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, sob a forma de entrevistas semiestruturadas, com 10 analistas com uma década ou mais de prática clínica. Na análise dessas entrevistas, utilizou-se o método de análise temática, e os achados, juntamente com os elementos teóricos que serviram de apoio para a pesquisa, foram apresentados no formato de cartas endereçadas a psicanalistas. Observou-se que a paixão pela psicanálise é uma das motivações presentes na manutenção dessa atuação. Nessa paixão, há um encantamento pela diversidade de relatos que o analista escuta, uma idealização da psicanálise – como ocorre em todos os enamoramentos – e também uma possibilidade de se manter apaixonado pelo psicanalisar. Tal possibilidade, como também se verificou, está ligada a uma compreensão dos limites da própria psicanálise, aí incluída a vivência de uma certa solidão. Ou seja, há um enlace comum, sem deixar de ser cada vez singular, entre as dimensões do amor, da paixão e da solidão. Outro aspecto observado refere-se à capacidade do analista de longo percurso para tolerar a angústia de nãosaber e, ao mesmo tempo, vivenciar o prazer de descobrir e compreender o que antes não sabia nem compreendia, o que possibilita reinventar uma forma inovadora de lidar com as impossibilidades da psicanálise. Portanto, entende-se que os psicanalistas de longo percurso persistem no enfrentamento das suas desidealizações, dos seus impasses, desenlaces e vulnerabilidades, podendo criar um diálogo próprio com a psicanálise. Dessa forma, eles vêm a ocupar a posição de psicanalisante, que apresenta uma (dis)posição em (re)inventar referenciais que sustentam sua persistência, sua perseverança e sua insistência no trabalho analítico sobre si mesmo(a) e sobre o outro
Abstract: The current essay aims at looking into the motivations which keep someone acting as a psychoanalyst, even after being aware of the difficulties and challenges of such profession. That is because the psychoanalysing does not rely on only the amount of books read, the frequency of self-analysis and the conferences or study groups which the therapist has taken part, but also on the continuous exercise of listening to the ties of the unconscious, and on learning from the transferencial traps. And why would one keep oneself acting in such demanding and unique profession? For this purpose, a qualitative research was carried out, in the form of semi-structured interviews, with 10 psychoanalysts who have been working for approximately 10 years or so with clinical practice. In order to address these interviews, the thematic analysis was used and the outcome, along with the theoretical elements which were the basis for such research, were introduced as letters addressed to psychoanalysts. We observed that the passion for psychoanalysis is one of the motivations contained in the maintenance of such profession. In this passion, there is a delight by the diversity of narratives which the analyst listens, an idealization of psychoanalysis – as in any tender affections – and also a possibility for being in love with the pshychoanalysing. Such possibility, as was also observed, is linked to an understanding of the boundaries of Psychoanalysis itself, which certain loneliness could be included. That is to say, there is a common bond, yet it remains unique every time, among the dimensions of love, passion and loneliness. Another aspect which was observed refers to the seasoned psychoanalysis’s capability to tolerate the anxiety of not being aware and, at the same time, enjoying the pleasant feeling of finding out and understanding what, beforehand, has not known or understood, which enables the professional to reinvent an innovative way of dealing with the impossibilities of psychoanalysis. Thus, we understand that the seasoned psychoanalyst keep on facing their “not idealizations”, their obstacles, their outcomes and vulnerabilities, enabling the professional to create a self-dialogue with the psychoanalysis. Therefore, they hold the position of the psychoanalyser active who introduces a (dis)position in (re)invent references which base the professional’s persistence, perseverance and emphasis in the selfanalytical work and in the others
Palavras-chave: Ser-psicanalista
Psicanalisante
Persistência
Be-psychoanalyst
Psychoanalyser active
Persistence
CNPq: CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA
Idioma: por
País: Brasil
Editor: Pontifícia Universidade Católica de São Paulo
Sigla da Instituição: PUC-SP
metadata.dc.publisher.department: Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde
metadata.dc.publisher.program: Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica
Citação: Hampariam, Carol Godoi. Cartas a psicanalistas persistentes. 2023. Tese (Doutorado em Psicologia: Psicologia Clínica) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2023.
Tipo de Acesso: Acesso Aberto
URI: https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/39670
Data do documento: 10-Mar-2023
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