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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/20686| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Relações do campo de concentração e violência no contemporâneo: política, direito e exceção em Giorgio Agamben |
| Autor(es): | Viegaz, Osvaldo Estrela |
| Primeiro Orientador: | Guerra Filho, Willis Santiago |
| Resumo: | por meio deste modesto trabalho procuramos abordar alguns dos mais importantes conceitos da obra do filósofo italiano Giorgio Agamben e mais especificamente como sua tese sobre as relações do campo de concentração se constituem no lugar da cidade como o verdadeiro paradigma do moderno. Elencando pontos como o estado de exceção, a posição do homo sacer na conjuntura estruturante da política e do direito e a incidência dessas formas no mundo contemporâneo, tentamos inserir na discussão o que Agamben considera de mais importante para se pensar a modernidade: o que (ainda e insistentemente) resta de Auschwitz. Levantamos, com isso, importantes questionamentos que se centram no próprio ser e nas relações diárias que este estabelece com os demais em sociedade, inscrevendo na violência e na força-de-lei a (im)possibilidade de autocrítica necessária para nós, inseridos numa realidade evidentemente simulacrada, que nos leva a crer numa realidade distante daquela realmente real, num mundo em que as democracias e seus princípios humanísticos soterraram todo o totalitarismo e preencheram as lacunas que a inhumanização do homem causaram sem nunca, porém, passar pelas necessárias discussões sobre o que “resta” de Auschwitz. Biopolítica, paradoxo da soberania, governabilidade, tanatopolítica. Longe de parecerem conceitos distantes em nosso cotidiano, estes termos se revelam, em verdade, como ideários contidos no poder soberano e que lidamos todos os dias, transvestidos em formulações discrepantes com a realidade vivente, em que a democracia e seus princípios humanos escondem a real face do que ainda resta de Auschwitz, lacuna esta que ignoramos e que tentamos deslocar em nossas discussões, levando a respostas incompletas para vidas incompletas numa sociedade incompleta dentro dum contento mundial igualmente incompleto e que insiste em transparecer como pronto, acabado e completo, em que ignorar é mais eficaz do que compreender e em que bradar a dignidade da pessoa humana é mais importante do que entender quem realmente é humano na atual realidade e em que condições ele está capturado em todas essas relações do campo de concentração, colocando em questão a nossa própria vida como vida mesmo – vida nua – e nos levando a talvez o mais importante questionamento que devemos nos fazer para, quem sabe assim, abrir as portas da casinha de nosso conformismo e pretensa segurança e finalmente enxergar as lacunas que Auschwitz deixou no próprio humano, alcançando o mínimo de estranhamento ao humano que vem: quanto de realidade nossa ilusão é capaz de suportar? |
| Abstract: | by means of this modest work we try to address some of the most important concepts of the work of the italian philosopher Giorgio Agamben and more specifically as his thesis on the relations of the concentration camp constitute the place of the city as the true paradigm of the modern. In the discussion of points such as the state of exception, the position of homo sacer in the structuring conjuncture of politics and law, and the incidence of these forms in the contemporary world, we try to insert in the discussion what Agamben considers most important to think modernity: what (still and insistently) remains of Auschwitz. Therefore, we raise important questions that focus on our own being and the daily relationships that it establishes with others in society, inscribing in violence and force-of-law the (im)possibility of self-criticism necessary for us, inserted in a reality evidently simulated, which leads us to believe in a reality that is far from the real reality, in a world in which democracies and their humanistic principles have buried all totalitarianism and filled the gaps that man's inhumanization caused without ever going through the necessary discussions about the which "subtracts" from Auschwitz. Biopolitics, paradox of sovereignty, governability, tanatopolitics. Far from appearing to be distant concepts in our daily lives, these terms are, in fact, revealed as ideals contained in sovereign power that we deal with every day, transposed into formulations that differ from living reality, in which democracy and its human principles conceal the real in the face of what is left of Auschwitz, a gap which we ignore and which we attempt to displace in our discussions, leading to incomplete responses to incomplete lives in an incomplete society within an equally incomplete worldwide contentment that insists on showing itself as already made, complete and finished, in which to ignore is more effective than to understand and in which to shout the dignity of the human person is more important than to understand who really is human in the present reality and under what conditions he is captured in all these relations of the concentration camp, putting in question our own life as life itself – naked life – and leading us to perhaps the most important question so that we must try to open the doors of the house of our conformism and pretended security and finally to see the gaps that Auschwitz left in the human itself, reaching the minimum of estrangement from the human that comes: how much of reality our illusion is capable to withstand? |
| Palavras-chave: | Agamben, Giorgio [1942- ] - Crítica e interpretação Violência Estado de exceção Ética política Agamben, Giorgio [1942- ] - Criticism and interpretation Violence http://buscatextual.cnpq.br/buscatextual/visualizacv.do?id=K4327267D8 State of exception Political ethics |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS SOCIAIS APLICADAS::DIREITO |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Direito |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Estudos Pós-Graduados em Direito |
| Citação: | Viegaz, Osvaldo Estrela. Relações do campo de concentração e violência no contemporâneo: política, direito e exceção em Giorgio Agamben. 2017. 168 f. Dissertação (Mestrado em Direito) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Direito, Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2017. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://tede2.pucsp.br/handle/handle/20686 |
| Data do documento: | 4-Dez-2017 |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Direito |
Arquivos associados a este item:
| Arquivo | Descrição | Tamanho | Formato | |
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