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https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/24078| Tipo: | Dissertação |
| Título: | Uma travessia pelo avesso das imagens |
| Título(s) alternativo(s): | Crossing the images inside out |
| Autor(es): | Santos, Mariana Borges dos |
| Primeiro Orientador: | Rolnik, Suely Belinha |
| Resumo: | Esta dissertação é um começo de elaboração de questões que emergem singularmente na subjetividade e que se propõem coletivas, à medida em que trazem à tona experiências que atravessam uma multiplicidade de outros corpos que compartem o mesmo contexto sociocultural. Chamo essa elaboração de travessia, sem pressupor um ponto de partida e outro de chegada, por tratar-se de um processo contínuo que intenta constituir um corpo capaz de habitar as ruínas anunciadas e presentes de uma epistemologia hegemonicamente ocidental, colonial, patriarcal, racializada, antropocêntrica, antropocênica, globalizada e capitalística. O foco desta pesquisa aponta para dois dos pilares que sustentam esse regime secular, são eles: a prevalência da visão como forma de apreensão da realidade e as imagens como formas de captura do desejo. O trabalho se propõe a cartografar algumas das políticas de subjetivação e de desejo que podem se dar nas diferentes relações cotidianas com essas imagens. O que se passa no avesso dessas relações? O avesso, aqui, não tem o sentido de estar oculto por trás das imagens, como se poderia supor. Ao situar as imagens como plano das formas, o avesso constitui o plano das forças, ambos coexistentes e coextensivos em relações de mútua e recíproca afetação. É criando sensibilidade para sustentar-se no campo das forças, que este texto batalha soltar, descarregar, descolar, dessubjetivar as formas que caducaram, que dependem de identificação, e impedem a singularização. O texto se compõe de duas partes: a primeira é um exercício de coragem e de aproximação com esse campo do sensível onde algo anuncia mover-se; a segunda é feita por linhas narrativas em que o processo de dessubjetivação vai se dando na forma de personagens conceituais que partilham, entre si, o traço da indeterminação. São fulanas, beltranas e sicranas, em seus universos existenciais, que indicam alguns dos modos de operar herdados dessa ruína colonial e, também, outros modos capazes de fazê-la desmoronar |
| Abstract: | This dissertation is the beginning of elaborating questions that emerge singularly in a subjectivity and that propose themselves as collective, since they bring up experiences that cross a multiplicity of other bodies that share the same socio-cultural context. I call this elaboration crossing, without implying points of departure and arrival, because it is a continuous process that intends to constitute a body capable of inhabiting the announced and present ruins of a hegemonically western, colonial, patriarchal, racialized, anthropocentric, anthropocenic, globalized and capitalistic epistemology. The focus of this research points to two of the pillars that support this secular regime: the prevalence of vision as a way of apprehending reality and images as ways of capturing desire. This work proposes to map some of the subjectivity and desire policies that can occur in the different daily relationships with these images. What is going on inside out these relationships? The inside out, here, does not mean what is hidden behind the images, as one might suppose. When placing images as the plane of forms, the inside out is the plane of forces, both coexisting and coextensive in relations of mutual and reciprocal affectation. It is by creating sensitivity to sustain itself in the field of forces, that this text struggles to release, unload, detach, desubjectivate the forms that have expired, which depend on identification and prevent singularization. The text is composed of two parts: the first is an exercise of courage and approximation with this field of the sensitive where something announces to move; the second is made up of narrative lines in which the process of desubjectivation takes place in the form of conceptual characters who share, among themselves, the trait of indeterminacy. They are what-are-their-names (fulanas, beltranas and sicranas), in their existential universes, who indicate some of the ways of operating inherited from this colonial ruin and, also, other ways capable of causing it to collapse |
| Palavras-chave: | Subjetividade Travessia Imagens Subjectivity Crossing Images |
| CNPq: | CNPQ::CIENCIAS HUMANAS::PSICOLOGIA |
| Idioma: | por |
| País: | Brasil |
| Editor: | Pontifícia Universidade Católica de São Paulo |
| Sigla da Instituição: | PUC-SP |
| metadata.dc.publisher.department: | Faculdade de Ciências Humanas e da Saúde |
| metadata.dc.publisher.program: | Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica |
| Citação: | Santos, Mariana Borges dos. Uma travessia pelo avesso das imagens. 2021. Dissertação (Mestrado em Psicologia: Psicologia Clínica) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Psicologia: Psicologia Clínica da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2021. |
| Tipo de Acesso: | Acesso Aberto |
| URI: | https://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/24078 |
| Data do documento: | 11-Mar-2021 |
| Aparece nas coleções: | Programa de Pós-Graduação em Psicologia: Psicologia Clínica |
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