REPOSITORIO PUCSP Teses e Dissertações dos Programas de Pós-Graduação da PUC-SP Programa de Pós-Graduação em Educação: Psicologia da Educação
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dc.creatorRocha, Rosana Oliveira-
dc.creator.Latteshttp://lattes.cnpq.br/7422637819231195pt_BR
dc.contributor.advisor1Sousa, Clarilza Prado de-
dc.contributor.advisor1Latteshttp://lattes.cnpq.br/4090219754109759pt_BR
dc.date.accessioned2024-01-29T12:21:07Z-
dc.date.available2024-01-29T12:21:07Z-
dc.date.issued2023-12-14-
dc.identifier.citationRocha, Rosana Oliveira. O não dito e o mal dito racismo na escola: representações sociais sobre estudantes negras/os. 2023. Tese (Doutorado em Educação: Psicologia da Educação) - Programa de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educação da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, São Paulo, 2023.pt_BR
dc.identifier.urihttps://repositorio.pucsp.br/jspui/handle/handle/40888-
dc.description.resumoO Brasil é um país que tem sua história marcada pela desumanização e violação de direitos, notadamente de afrodescendentes. A escravidão que perdurou por três séculos deixou marcas latentes no imaginário e nas representações sobre negras/os. A despeito de o racismo ser negado e silenciado – ser não dito e mal dito –, ele persiste em nossa sociedade, justamente, porque não é desvelado e problematizado. Devido ao mito da democracia racial, ao epistemicídio e ao racismo estrutural, ainda são silenciados preconceitos e práticas racistas que vitimam diariamente negras/os em nosso país. A Lei nº 10.639/03, alterou a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional, Lei nº 9.394/96, incluindo no currículo da Rede de Ensino a obrigatoriedade da temática “História e Cultura Afro-brasileira”, objetivando, entre outras coisas, modificar representações desfavoráveis de afrodescendentes. No entanto, após duas décadas de uma legislação que obriga ressignificar as contribuições de negras/os para a construção e desenvolvimento de nosso país, ainda permanecem representações negativas sobre afrodescendentes, até mesmo por parte de profissionais da educação, que deveriam ressignificá-las. Nesse sentido, o presente trabalho objetiva desvelar as representações sociais de educadores sobre estudantes negras/os, dado que são essas/es profissionais as/os responsáveis por conduzir uma educação antirracista. Além das representações sociais sobre educandas/os afrodescendentes, o trabalho também tem o objetivo de levantar dados sobre ocorrência de racismo dentro das escolas, além das intervenções tomadas nesses casos. Como aporte teórico-metodológico foi utilizada a Teoria das Representações Sociais, de Serge Moscovici. A pesquisa foi realizada em 2022, na cidade de Sorocaba, em 147 unidades escolares (84% da rede municipal, que atende aproximadamente a 80.000 estudantes). Os profissionais da educação dessas escolas, ao participarem de um momento formativo com toda a equipe pedagógica, responderam a perguntas sobre quais seriam as especificidades/características das/os estudantes negras/os, bem como sobre a ocorrência de casos de racismo nas unidades escolares e as intervenções tomadas pelas/os profissionais. As respostas das escolas apontaram um silenciamento (um não dito), a “zona muda” das representações sociais, e representações negativas (mal ditas) sobre afrodescendentes. Devido ao fato de as representações sociais serem uma preparação para a ação e servirem como um conhecimento e forma de compreender a realidade, criando identidade, orientando comportamentos e servindo como justificativa para as ações e tomadas de posição, caso essas representações sejam negativas ou distorcidas – como as difundidas, hegemonicamente, sobre negras/os – podem estereotipar, discriminar negativamente e contribuir com a manutenção da distância social entre grupos. A pesquisa aponta que, a despeito de educadores negarem a ocorrência do racismo, silenciando-se diante desse questionamento, as representações sociais distorcidas e estereotipadas sobre estudantes afrodescendentes corroboram com sua existência. O silenciamento sobre as características fenotípicas de estudantes afrodescendentes, bem como a negação do racismo dentro do ambiente escolar, a despeito de situações poderem ser enquadradas como racistas, demonstram o quanto esse tema ainda é um “tabu”, o que gera uma “zona muda” que impossibilita a discussão e a superação dessa problemática. O desvelamento das representações sociais de educadores e a ocorrência de racismo dentro das escolas apontam para a urgência de ressignificar as representações, no sentido de efetivar uma educação para a humanização e reconhecimento de estudantes negras/os como sujeitos de direitos, isto é, efetivamente uma Educação para as Relações Étnico-raciais (ERER) e uma educação antirracistapt_BR
dc.description.abstractBrazil's history is marked by dehumanization and the violation of rights, particularly those of Afro-descendants. The three-century-long slavery period has left deep-seated imprints on perceptions and representations of Black individuals. Despite the denial and silence surrounding racism, it persists in Brazilian society, precisely because it is not unveiled and problematized. The myth of racial democracy, epistemicide, and structural racism contribute to the continued silencing of prejudices and racist practices that victimize Black people daily. Law No. 10.639/03 amended the National Education Guidelines and Bases Law (Law No. 9394/96), making the inclusion of "Brazilian Afro-descendant History and Culture" mandatory in the curriculum, aiming to alter unfavorable representations of Afro-descendants. However, even after two decades of legislation mandating the reevaluation of Black contributions to the country's construction and development, negative representations of Afro-descendants persist, even among educators who should be reshaping them. This study aims to reveal educators' social representations of Black students, as these professionals are responsible for guiding an anti-racist education. In addition to exploring social representations of Afro-descendant students, the study also aims to gather data on racism occurrences within schools and the interventions taken in such cases. The theoretical and methodological framework employed is Serge Moscovici's Theory of Social Representations. The research was conducted in 2022 in Sorocaba, covering 147 educational units (84% of the municipal network, serving approximately 80,000 students). During a formative moment with the entire pedagogical team, education professionals answered questions about the specificities/characteristics of Black students and the occurrence of racism in schools, along with interventions taken. School responses indicated a silencing (an unsaid), the "mute zone" of social representations, and negative representations (ill-spoken) about Afro-descendants. Given that social representations serve as a preparation for action and function as knowledge and a way to understand reality, shaping identity, guiding behaviors, and justifying actions and positions, negative or distorted representations, such as those widely spread about Black individuals, can stereotype, discriminate negatively, and contribute to maintaining social distance between groups. The research highlights that, despite educators denying the occurrence of racism and remaining silent on this issue, distorted and stereotyped social representations of Afro-descendant students support its existence. The silence about the phenotypic characteristics of Afro-descendant students and the denial of racism within the school environment, despite situations being classifiable as racist, demonstrate how this topic is still a "taboo," creating a "mute zone" that hinders discussion and overcoming this issue. Unveiling educators' social representations and the occurrence of racism within schools underscore the urgency of reevaluating them to achieve education for the humanization and recognition of Black students as rights-holders, effectively fostering Education for Ethnic-Racial Relations (ERER) and anti-racist educationen_US
dc.description.sponsorshipCoordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior – CAPESpt_BR
dc.languageporpt_BR
dc.publisherPontifícia Universidade Católica de São Paulopt_BR
dc.publisher.departmentFaculdade de Educaçãopt_BR
dc.publisher.countryBrasilpt_BR
dc.publisher.initialsPUC-SPpt_BR
dc.publisher.programPrograma de Estudos Pós-Graduados em Educação: Psicologia da Educaçãopt_BR
dc.rightsAcesso Abertopt_BR
dc.subjectDireitopt_BR
dc.subjectEducaçãopt_BR
dc.subjectEducação antirracistapt_BR
dc.subjectEducação para as relações étnico-raciaispt_BR
dc.subjectEducação em direitos humanospt_BR
dc.subjectFormaçãopt_BR
dc.subjectRacismopt_BR
dc.subjectRepresentações sociaispt_BR
dc.subjectTeoria das representações sociaispt_BR
dc.subjectRightsen_US
dc.subjectEducationen_US
dc.subjectAnti-racist educationen_US
dc.subjectEducation for ethnic-racial relationsen_US
dc.subjectHuman rights educationen_US
dc.subjectTrainingen_US
dc.subjectRacismen_US
dc.subjectSocial representationsen_US
dc.subjectTheory of social representationsen_US
dc.subject.cnpqCNPQ::CIENCIAS HUMANAS::EDUCACAO::FUNDAMENTOS DA EDUCACAO::PSICOLOGIA EDUCACIONALpt_BR
dc.titleO não dito e o mal dito racismo na escola: representações sociais sobre estudantes negras/ospt_BR
dc.title.alternativeThe unspoken and the badly said racism at school: social representations about black studentsen_US
dc.typeTesept_BR
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